O Caminho da Verdade
Um homem andava pela estrada a caminho da Aldeia Onde Todas as Pessoas Falam Verdade, que é vizinha da Aldeia Onde Todas as Pessoas Mentem.
Nunca tinha ido a nenhuma das aldeias por isso não conhecia o caminho.
Não lhe interessava, de maneira nenhuma visitar uma aldeia onde as pessoas não conseguem responder com a verdade a qualquer pergunta que lhes seja posta (como é o caso da Aldeia Onde Todas as Pessoas Mentem).
A dada altura há uma bifurcação na estrada e ele sabe que para um lado está a aldeia para onde quer ir e para o outro a aldeia que quer evitar a todo o custo. Não sabendo se deve dirigir-se para a direita ou para a esquerda, fica confuso.
Repara então, que mesmo na bifurcação se encontra uma mulher. Não sabe de qual das aldeias esta é proveniente e tem apenas uma pergunta para lhe colocar.
Se ela pertencer à Aldeia Onde Todas as Pessoas Falam Verdade, vai com certeza responder-lhe de forma verdadeira. Se pertencer, pelo contrário, à Aldeia Onde Todas as Pessoas Mentem vai mentir-lhe certamente.
Qual a pergunta que o pobre senhor deve colocar à mulher para saber para que lado se deve dirigir?
Diga-me a verdade: de qual cidade você é?
Agora faltou explicar o porquê.
Repensando a resposta, com apenas uma pergunta para se fazer, talvez fosse melhor o velho perguntar assim:
“Aponte-me qual cidade você é de verdade” (que não é uma pergunta…) ou “Diga-me a verdade: você é daquela ou daquela cidade?”
Ao pedir para a mulher dizer a verdade, temos duas opções:
-Ela é da “Aldeia da Verdade” e responderá com a verdade.
-Ela é da “Aldeia da Mentira”. Fatalmente ela irá mentir dizendo que é da “Aldeia da Verdade” (por causa de sua “tendência” a não dizer a verdade).
Independente de onde a mulher seja, ela responderá com a “Aldeia da Verdade” em ambos os casos.
Agora valeu?